Países em que o real tem mais poder de compra: veja alguns cuidados na hora de viajar
Argentina, Chile, Indonésia, Egito e Turquia são alguns deles; cotação da moeda é importante para otimizar orçamento, entretanto, outras variáveis precisam ser levadas em conta ao planejar uma viagem.

Argentina é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros; veja dicas de como fazer o seu dinheiro render mais no país. Photo by Benjamin Rascoe on Unsplash
Daniela Caravaggido Viagem & Gastronomia



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Quem não gosta de economizar? Ao planejar uma viagem, um dos pontos principais da lista do turista – se não o principal – é o orçamento: o quanto a viagem custará. Neste valor é preciso considerar tudo: desde a compra de passagem, hospedagem e passeios até o quanto de dinheiro levará para gastar no local, seja para fazer compras ou para pagar as refeições, por exemplo.
É por este motivo que um quesito, para muitos, tem grande influência na escolha do destino da vez: o valor da moeda local. Países em que o real está valorizado tendem a atrair olhares dos turistas. Pesquisando muito bem – e seguindo dicas valiosas – é possível fazer uma viagem bem econômica e vantajosa a esses destinos, mas é preciso ter atenção em muitos pontos.
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Na América Latina, o real é a quarta moeda mais valorizada, ficando abaixo de Peru (sóis), Uruguai (pesos) e México (pesos).
“Isso direciona olhares para os demais países de língua latina com a Argentina [pesos], com maior desvalorização da moeda em relação ao dólar, seguida do Paraguai [guaranis] e Chile [pesos]. Se a ideia é conhecer outros continentes, Turquia [lira] tem a moeda menos valorizada, Marrocos [dirham] e Egito [libras egípcias] apresentam oportunidades semelhantes”, ressalta Marcos José Valle, economista e professor da Uninter.Egito é um dos países onde o nosso real vale mais que a moeda local / Photo by Osama Elsayed on Unsplash
Segundo o professor, a cotação da moeda é um dos indicadores de melhor aproveitamento dos recursos financeiros em termos de otimização do orçamento, entretanto, outras variáveis precisam ser levadas em conta, como a inflação local do país, por exemplo. Não é só porque um país tem a moeda mais barata que é sinônimo de ser um bom país a se visitar.
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“Pode acontecer de a moeda local estar desvalorizada e os preços de produtos e serviços estarem muito elevados em função da realidade econômica local, o que pode ser um equalizador dos gastos e frustrar a expectativa de comprar mais pagando menos”, alerta.
Uma forma de não ter surpresas por decidir a viagem com base unicamente na cotação da moeda é investigar preços locais, comparando com as despesas do Brasil: média de almoço de rotina, refeições mais sofisticadas, passagens de transporte público como taxis e ônibus, diárias de hotéis, preços dos passeios e traslados. Essas comparações vão ajudar na percepção do seu poder de compra permitindo a otimização do orçamento, se vai ter que ser mais regrado ou esbanjar nas escolhas.Deserto do Atacama, no Chile, país que tem moeda mais desvalorizada que o real, mas nem sempre a viagem para lá é sinônimo de economia / Photo by Diego Jimenez on Unsplash
“Para dar um exemplo, no Chile, uma pizza é vendida 10.800 pesos chileno, equivalente em reais a 60,48 – dependendo da região do Brasil em que você mora isso pode ser barato ou caro. Já um jantar sofisticado pode custar CLP$ 100.000 (R$ 560) por pessoa. Ainda que nossa moeda esteja mais valorizada em relação a dos países a serem visitados, a paridade é dada em relação a uma moeda mais forte, no caso, o dólar.
Dessa forma, é melhor manter em mãos uma quantidade dessa divisa para eventuais trocas cambiais em casas locais, ou ainda para pagamentos diretos – dólar é sempre reconhecido”, ressalta o professor.
Em resumo prático: o dólar em espécie pode te ajudar a economizar bastante nestes países – é possível comprar muito mais da moeda local tendo ele em mãos.
Outro facilitador é contratar um cartão de débito internacional, lembrando que 3 taxas incidem sobre os usos desse recurso: taxa de saque (conforme operadora), taxa de câmbio (cobrada na conversão da moeda) e IOF (6,38%) – importante pesquisar vantagens e benefícios ofertados pelas operadoras.
Argentina, um caso especial
Buenos Aires, capital da Argentina, está entre os destinos mais procurados pelos brasileiros / Photo by Barbara Zandoval on Unsplash
Um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, segundo as plataformas de viagens como Decolar e Booking.com, a Argentina está ainda mais em alta neste ano. No país, a cotação oficial “compete” com um mercado informal, chamado de paralelo. Neste último, casas de câmbio e parte do comércio têm interesse em comprar outras moedas e acabam vendendo o peso argentino por um valor que chega até menos da metade do valor oficial – uma vantagem que pode variar de 100% a 150%. Por isso, é muito mais vantajoso o viajante levar o dinheiro em espécie.
Recentemente, o governo de Alberto Fernández estabeleceu uma taxa de câmbio oficial diferenciada para turistas estrangeiros que forem ao país.
O médico Luiz Maciel esteve em Buenos Aires em setembro. Na mala, levou R$ 5 mil para passar três dias – considerando que pagaria até o hotel em espécie. Já sabendo sobre o mercado informal, foi à Rua Florida, zona central da cidade, e buscou uma casa de câmbio para trocar a quantia. Se fosse seguir a cotação oficial do dia, trocaria 1 real por cerca de 25 pesos. No paralelo, conseguiu que pagassem 56 – mais do que o dobro. Isso dobrou o seu poder de compra. Um perfume que no Brasil custaria R$ 1 mil conseguiu pagar R$ 491, por exemplo.
Em uma refeição completa, gastou 2.250 pesos. Como tinha o dinheiro trocado, pagou o equivalente a R$ 40. Caso tivesse pago no cartão de crédito, o valor mais do que dobraria – além da cotação oficial, pagaria as taxas do banco.
É importante que essa troca seja feita em um lugar confiável para evitar falsificação de dinheiro. A dica é evitar os chamados “arbolitos”, que ficam nas ruas oferecendo o serviço.
Produtos nacionais e economia local
Outra dica importante antes de partir para o destino é fazer uma pesquisa sobre a economia local, entendendo quais são os produtos que são produzidos localmente, se em grande ou baixa escala, e o que é importado.
“Chile e Argentina, por exemplo, são produtores de vinho. Programar visitas as vinícolas pode proporcionar a experimentação de vinhos de ótima qualidade a preços ótimos. O Chile oferece ainda uma grande diversidade de frutos do mar e preparos, dada a sua condição geográfica. Nessa região, carne vermelha pode sair mais cara, assim como consumo de frutas e sucos”, aponta o professor.
Uma boa pesquisa sobre o local da viagem pode render mais economicamente do que somente a conversão da moeda. O ditado “quem converte não se diverte”, de fato, pode ser verdadeiro na prática, mas não em 100% dos casos. Por isso, use essas dicas para converter – e também se divertir.
Alguns exemplos de países em que o real tem maior poder de compra:
- Argentina. Moeda: peso argentino
- Paraguai. Moeda: guaranis
- Chile. Moeda: peso chileno
- Indonésia. Moeda: rúpia Indonésia
- Marrocos. Moeda: dirham
- Egito. Moeda: libras egípcias
- Turquia. Moeda: lira
Créditos CNN
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Acúmulo de postagens LFS Turismo – Viajar é viver! – https://docs.google.com/document/d/1up7GxQA6MbByy5MA1X7_wuAFecb8arWVvpa7o6CYYaM
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Indicação de livro – “Turismo: planejamento estratégico e capacidade de gestão” Desenvolvimento regional, rede de produção e clusters. Compre diretamente no site da Amazon: https://amzn.to/3Re4UHp |
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